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Treinamento da PM inclui artes marciais com formato específico.

Segundo o tenente Ricardo Robson da Silva, instrutor de defesa pessoal da Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o treinamento dos policiais da corporação usa técnicas de variadas artes marciais. A Escola da Polícia não segue o formato das academia tradicionais de artes marciais. Para o tenente, arte marcial, luta desportiva e defesa pessoal são atividades similares, mas com conceitos e objetivos distintos. “Nosso trabalho é específico e voltado às situações vividas pelos soldados durante o dia-a-dia de trabalho, então aproveitamos as técnicas que mais se adaptam a essas necessidades” - conta o instrutor.

O treinamento básico de defesa pessoal da Escola da Polícia tem carga horário de 50 horas e inclui diversos métodos para desarme, imobilização e condução forçada, além de 30 horas que englobam o manuseio de bastão (tonfa) e aplicação de gás pimenta. Depois disso, as técnicas são revistas a cada seis meses, durante o período de reciclagem do efetivo em operação. Para o tenente Ricardo, por mais que evoluam ou mudem as técnicas e táticas das forças policiais, o conhecimento de defesa pessoal sempre será útil. “Um policial sempre está sujeito a se ver diante de uma ocorrência, na qual o emprego de técnicas de artes marciais pode ser fundamental para a segurança dele, de eventuais vítimas e do próprio criminoso” - explica o tenente.

Legislação reconhece direito à defesa, mas condena excessos

Riscos determinam uso de artes marciais em enfrentamento real

 

 
Confira
- Site da Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo - informações gerais sobre instituição, incluindo seu funcionamento, programas sociais e atendimento ao público.

Jan/2004

   
 
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