Alunos e professores de kung fu realizam versão oficial de
Dança do Dragão
A Associação Central Fei Hok Phai Kung
Fu - Wushu do Brasil já apresenta no Brasil a Dança
do Dragão, realizada de acordo com regras e formatos oficiais.
As coreografias seguem os padrões estabelecidos pela Hong
Kong Chinese Martials Arts Association Ltd, que definem número
de participantes e movimentos mínimos para apresentações
em campeonatos e exibições. Chiu Ping Lok, mais conhecido
como Mestre
Lope, coordena e supervisiona as equipes de Dança do Dragão
em meio às aulas de kung fu, tai chi chuan e yoga na academia
da Associação em Santo André, no ABC paulista.
Mestre Lope reuniu um grupo de professores e alunos
e iniciou ostreinamentos no final do ano passado, após receber
um dragão original de presente de um amigo e mestre de artes
marciais que vive no Canadá. A alegoria tem 16 metros de
comprimento e foi confeccionada em Hong Kong. Lope conta que existem
diferentes tipos de Dança do Dragão na China, o que
levou a HK Association, da qual ele é presidente de honra,
a padronizar um roteiro mínimo de movimentos e adotar a versão
com nove integrantes para os campeonatos que ocorrem na Ásia
periodicamente. Desde que apresentem as movimentações
exigidas, as equipes podem usar a criatividade e acrescentar outras
passagens - lembra o mestre.
Força e Coordenação
Há anos, os professores da Fei Hok Phai também apresentam
a Dança do Leão, outra manifestação
cultural muito popular na China. O mestre esclarece que integrar
a equipe de um desses espetáculos requer ótimo condicionamento
físico, o que torna essa atividade característica
de artes marciais
chinesas, já que os movimentos e posturas das coreografias
acabam integrados ao treinamento do Kung-fu. Por contar com
apenas dois componentes, a Dança do Leão exige maior
força física, enquanto no Dragão a coordenação
do grupo torna-se o fator mais crítico. Uma falha individual
pode comprometer todo o desempenho da equipe - comenta mestre
Lope.
A apresentação de Dança do Dragão
dura cerca de 15 minutos, com o desenvolvimento das evoluções
obrigatórias e outras livres. O Mestre revela que deve incluir
novos movimentos nas seqüências que o grupo da Fei Hok
Phai tem mostrado nas últimas exibições. Na
academia de Santo André existem duas equipes e Lope pretende
montar pelo menos outras duas para realizar um campeonato interno
no final do ano.
Nos treinos iniciais, os componentes utilizam apenas
bastões ligados por uma corda, até que as passagens
sejam definidas e realizadas de forma segura com o dragão
de verdade. De acordo com o mestre, um time consegue se apresentar
de modo satisfatório depois de três meses de treinamento
contínuo.
As principais ocasiões para realização
da Dança do Dragão são festas com recepção
de pessoas importantes e inaugurações. Desde que haja
antecedência na solicitação, mestre Lope aceita
convites para apresentações fora da academia. A cobrança
de cachê depende da finalidade e representação
do evento. Quando se trata de festejos públicos ou beneficentes,
o mestre pede apenas transporte e lanche para o pessoal que integra
a troupe.
Celebração
de culto ao dragão começou como festa camponesa
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