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Celebração de culto ao dragão começou
como festa camponesa
As primeiras referências à Dança
do Dragão aparecem em documentos compilados há quase
dois mil anos. Com o passar dos séculos, essa cerimônia
se tornou cade vez mais popular em festejos locais que celebravam
a prosperidade agrícola por boas colheitas ou clima favorável.
Hoje, a Dança do Dragão representa um espetáculo
folclórico que leva uma mensagem de boa sorte e renovação
a quem tem oportunidade de presenciá-la. A ocasião
mais tradicional para sua realização são as
comemorações de ano novo, mas também é
apresentada nos mais diversos eventos como uma das manifestações
mais representativas da cultura chinesa.
Geralmente, os dragões são confeccionados
em torno de uma armação de metal, vime, bambu e madeira.
O revestimento é feito de tecido, seda e papel e há
também o emprego de materiais diversos na decoração
e pintura. Durante a dança, cada integrante da equipe segura
uma haste de alumínio com a qual sustentam e dão mobilidade
ao corpo do dragão. A direção das coreografias
é determinada por uma esfera que se movimenta à frente
da cabeça do dragão, conduzida à parte por
um dos componentes da equipe.
Um grupo de percussão marca o ritmo dos movimentos,
com batidas em intrumentos típicos como grandes tambores,
pratos e pequenos gongos de bronze. No dragão, o responsável
pelo suporte da cabeça comanda a movimentação
da equipe que conduz o restante do corpo. Ao mesmo tempo em que
a cabeça se movimenta na direção da esfera
guia, as coreografias e evoluções se sucedem com saltos,
rodopios e movimentos de sobe e desce e que se contraem e se expandem.
Para quem assiste ao espetáculo, a percepção
é de que o dragão ganha vida, agitando-se o tempo
todo e girando a cabeça como se estivesse atento a todos
que estão ao redor dele.
Alunos e
professores de kung fu realizam versão oficial de Dança
do Dragão
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